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Namoro no Trabalho

Cerca de um terço dos relacionamentos amorosos começa no trabalho. São relações mais expostas às interferências profissionais, comentários de colegas e questões de auto-imagem. Selecionamos dois depoimentos e convidamos especialistas para falar sobre esse tema que envolve corações e carreira profissional.

Em um mundo em que o encontro amoroso é cada vez mais difícil, as empresas, mesmo sem planejar, criam condições de as pessoas se conhecerem e, eventualmente, se envolverem. No livro “O Mapa do Amor”, de Ailton Amélio, professos do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, uma pesquisa realizada em algumas cidades brasileiras mostra que a maioria dos relacionamentos (37%) começa através de contatos extra-amorosos, o que inclui o trabalho. Em segundo lugar, vem a apresentação por um amigo comum (32%), paquera desconhecida (20%) e contatos acidentais (5%). Apenas 1% dos entrevistados conheceu seu par através de serviços da internet e agências de casamento. A americana Shere Hite, autora de “Sexo e Negócios”, realizou um estudo em dez empresas dos Estados Unidos e concluiu que 62% das mulheres já se relacionaram com alguém do trabalho. Entre os homens, o número chega a 71%. Segundo ela, muitas empresas ainda têm uma política contra esse tipo de relacionamento. Segundo a consultora Ana Maria Cadavez, as empresas costumam evitar que as pessoas que têm relacionamentos atuem no mesmo departamento, porque quem está apaixonado não controla emoções nem produtividade. “Brigou, desmanchou, como é que fica? Uma coisa é se encontrar no refeitório da empresa, outra é sentar na mesa ao lado”. Na opinião da especialista, a postura do casal, seu bom senso e habilidade em separar o profissional do pessoal é o requisito fundamental para não pôr o emprego a perder.

A DEMITIDA: “Entrei em uma empresa de engenharia, como responsável pelo (jornal da empresa). No processo de seleção fui avisada que a empresa não permitia relacionamentos entre funcionários. Como já tinha namorado, nem pensei no assunto. Só que, um mês depois, participei de um baile das bruxas, realizado pela empresa. Estava dançando quando senti a nuca pegando fogo. Olhei para trás, vi um rapaz me olhando fixamente e fiquei alerta. Ele veio por trás e disse: “Olha, eu sou muito tímido, meu nome é Ronaldo, e você é a bruxinha mais linda da festa”. Fiquei sabendo que ele trabalhava no mesmo andar que eu, mas nunca o tinha visto antes. Ele liderava uma equipe e um grande projeto, passava a maior parte do tempo na obra e não no escritório. A gente começou a dançar e, depois, a conversar. Foi atração instantânea, não tinha muito o que pensar. Logo terminei com meu antigo namorado e comecei a namorar o Ronaldo. Nós dois sabíamos da proibição de relacionamento na empresa e combinamos ser discretos. O único que sabia era seu amigo Carlos, que trabalhava com ele e que viu a coisa acontecendo na festa. Conseguimos manter segredo total durante um ano. Nunca almoçávamos juntos, nem conversávamos no corredor.

Quando resolvíamos sair para algum lugar, depois do horário de trabalho, nós nos encontrávamos em um shopping por perto, nunca saímos juntos do escritório. Depois de um ano juntos, teve uma festa na casa do Carlos. Não tinha ninguém da empresa, só eu e o Ronaldo, por isso ficamos à vontade. Só que Carlos tirou fotos e, três dias depois, foi buscar as revelações e voltou direto para a empresa. Estava tão empolgado para mostrar que abriu o envelope na frente de todos. Eu e Ronaldo aparecíamos no sofá, um deitado no colo do outro. As fotos rolaram na mão de todo mundo e o comentário foi geral. Fomos chamados pelos nossos superiores e não negamos o relacionamento. Foi tudo muito rápido.

Dois dias depois informaram que a demitida seria eu. O chefe de Ronaldo comentou que era uma decisão estratégica. Eles não podiam demiti-lo porque Ronaldo estava envolvido com um projeto fundamental da empresa, seria difícil substituí-lo. Fiquei chateada, afinal não queria abandonar meu emprego. Ronaldo falou que assumiria as minhas despesas até eu me recolocar. Não tive problemas, em três semanas já estava empregada novamente. Para mim namorar no trabalho não interferiu em absolutamente nada na minha atuação profissional. Não fui demitida porque cometi um erro, mas sim porque contrariei uma norma. Nunca me arrependi, acho que ninguém deve abrir mão da felicidade em função desse tipo de regras. De repente, você perde a oportunidade de viver o grande amor de sua vida – pois ninguém nunca sabe onde ele está. Sabotar a felicidade é que deveria ser considerado crime” Depoimento de L.T (Piracicaba – SP).

FINAL FELIZ: Amigos desde os tempos da escola, Patrícia, 25 e Pedro, 28, prestaram concurso juntos para a Sabesp e passaram. Após dois meses, começou o namoro. Eles se casaram três anos depois e os dois garantem que dá para conciliar vida amorosa e profissional – e que atuar na mesma empresa não atrapalha nem uma coisa nem outra. No início, os dois temiam assumir o romance. “Achávamos que podia pegar mal perante a chefia”, diz Pedro. Mas não teve problema. A empresa até deu força, quando algum tempo depois Patrícia foi convidada para trabalhar em outro prédio, como analista da área de licitação de projetos. O casal explica que essa solicitação nada tinha a ver com “grude” de casal. A questão era prática. “Temos apenas um carro, era complicado ele ir trabalhar num canto e eu em outro. Além disso, nós dois íamos para a mesma faculdade depois do expediente”. Os dois trabalham em salas diferentes, mas têm o mesmo chefe e almoçam juntos com freqüência.

Ensinam que o segredo é não misturar papéis – na empresa agem como colegas de trabalho, não como namorados. O convite de casamento foi colocado no mural do departamento, sem segredo e sem problemas. Depoimento de P. e P. (Recife – PE).  

Fonte: http://www.topgyn.com.br/conso36a/conso36a34.htm

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