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EMPRESAS MENORES SE UNEM PARA DIVIDIR CUSTOS DE “COACHING”

Fonte: Valor Econômico – SP – Carreira – 23/01/2008

Ivana Moreira

João Marcos Rosa / Agência Nitro

Marques, dono da Mozaik, que tem 12 funcionários, diz que sem dividir despesas não poderia bancar o treinamento

Recentemente, todos os funcionários da Mozaik deixaram suas funções na fábrica para passar o dia num hotel em Belo Horizonte, imersos num programa de desenvolvimento de habilidades. Participar desse tipo de atividade é prática costumeira em grandes companhias. Mas não na Mozaik, uma pequena fábrica de artefatos em metal para decoração, com apenas 12 empregados.

O que era privilégio de grandes empresas começa a ser absorvido também nos pequenos negócios. Apesar das restrições orçamentárias, essas empresas estão encontrando alternativas para também se beneficiarem das modernas técnicas de treinamento e desenvolvimento de pessoal, como o “coaching”, que surgiu na década de 90 nos Estados Unidos e vem ganhando terreno em todo o mundo.

Guilherme Maranhão / Valor

Mary Nicoliello diz que a demanda individual por “coaching” está crescendo

Na Mozaik, a saída foi dividir o custo do dia de treinamento com outra pequena empresa. O “jogo da superação”, realizado pela Central do Conhecimento, de São Paulo, foi feito em parceria com 12 funcionários da Inter Club, uma agência de turismo especializada em programas de intercâmbio.

Rachando a fatura, cada empresa pagou apenas R$ 2 mil pelo dia de treinamento. “Numa empresa pequena, cada despesa tem de ser muito bem pensada”, diz o dono da Mozaik, Rogério Marques. “Se tivesse de bancar o custo sozinho talvez não proporcionasse esse treinamento para os meus funcionários.” Depois da experiência, o empresário acha que além de mais econômico, o programa em parceria, acabou sendo mais enriquecedor ao unir profissionais de dois setores distintos, indústria e prestação de serviços.

O empresário mineiro conta que, para sua empresa, os resultados do programa de “coaching” foram maiores do que imaginava. A equipe de 12 funcionários contava com profissionais de nível superior, como designers, e operários com formação básica. “Era complicado estabelecer o espírito de equipe.”

No “jogo da superação”, todas as situações típicas da rotina empresarial foram simuladas. Mas os participantes assumiram funções diferentes da que ocupam na vida real. Subordinados viraram chefes e vice-versa. Supervisores passaram a diretores. “Foi uma inversão total de papéis e isso é muito revelador, inclusive para as próprias pessoas, que se soltam mais do que no ambiente de trabalho”, conta Marques. “Foi um ganho real para todos.”

Durante o programa, o empresário teve oportunidade de refletir sobre o funcionamento de sua empresa e percebeu que precisa mudar toda a dinâmica de recursos humanos. “Criamos uma política de cargos e salários mais eficiente, promovemos pessoas que mostraram habilidades que não conseguíamos perceber antes daquele dia.”

Diretora da Central do Conhecimento e especialista em coaching, Mary Nicoliello, diz que tem sido cada vez mais procurada por pequenas empresas. “Os donos de pequenos negócios pensam que programas desse tipo têm custo incompatível com seus orçamentos mas não é verdade”, afirma. “É possível modelar programas compatíveis com as necessidades das empresas.”

De acordo com Mary, o principal objetivo desses programas é trabalhar “os músculos comportamentais” dos profissionais. Especialistas em “coaching” acreditam que o sucesso na carreira- e na vida- depende mais de como as pessoas administram seus estados emocionais do que conhecimento técnico. “Conhecimento técnico é 15%”, resume Mary.

Nos programas de coaching, que podem ser em grupo ou individuais, o papel dos “coach” é mostrar aos profissionais o caminho para superar suas limitações e atingir um nível satisfatório de sucesso em suas vidas profissionais e pessoais.

“Todo campeão do mundo tem um ‘coach'”, lembra o americano Jay Conrad Levinson, um especialista em “coaching”. Em seus artigos, Levinson costuma lembrar que todos os atletas profissionais, atores famosos e CEOs de grandes companhias contaram com a ajuda de um “coach”.

Segundo a diretora da Central do Conhecimento, depois de passar por programas de “coaching”, os profissionais conseguem enxergar com mais facilidade como suas crenças e atitudes comportamentais influenciam seu desenvolvimento no trabalho, definindo o sucesso ou o fracasso.

Além do crescimento da demanda de programas para pequenas empresas, a psicóloga conta que está crescendo também a procura por “coaching” pessoal, programa individual realizado numa seqüência de encontros entre o cliente e o “coach”. “As pessoas estão percebendo que é preciso investir no próprio desenvolvimento.”

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Uma resposta

  1. O artigo mostra a tendencia da utilização da figura do Coach nas pequenas e medias empresas. Nas grandes empresas o Coach esta sempre presente e agora esta cultura se espalha para a sorte das PME que têm se saindo muito com a experiencia. Parabens pelo artigo.

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