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D.G. Presença Marcante Na Rodonaves

Patrícia Bispo

Há quatro anos, quando começou a estruturar a área de Recursos Humanos, a Rodonaves – empresa prestadora de serviços de transporte de cargas – resolveu investir na aplicação das dinâmicas de grupo. Isso ocorreu, porque a ferramenta passou a ser considerada um importante instrumento tanto para integrar os colaboradores quanto para facilitar os processos de aprendizado desenvolvidos pela organização.
Nos últimos anos, a empresa apresentou um crescimento de 35%, resultado da expansão dos negócios e da abertura de novas unidades. Presente nos Esatdos de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e no Distrito Federal, a organização conta com 521 funcionários na matriz, em Ribeirão Preto/SP, chegando a totalizar 2.100 colaboradores quando somados os quadros funcionais de todas as unidades e filiais. A frota da companhia é formada por 571 caminhões, contando com prestadores de serviços e veículos próprios, cuja média de uso é de apenas dois anos. Por dia, a empresa soma cerca de 900 toneladas de carga transportada.

“A Rodonaves valoriza muito o clima descontraído da empresa. A utilização das dinâmicas de grupo acentua esse clima e reforça a participação dos colaboradores em qualquer atividade que venha a ser desenvolvida em grupo, inclusive, estimulando a comunicação de opiniões e de idéias. Quando começamos a usar essa ferramenta, observamos que as primeiras experiências foram muito positivas, pois despertaram o interesse dos funcionários em participar, de forma efetiva, dos treinamentos oferecidos pela empresa, garantindo 100% de presença”, comenta a gerente de Talentos Humanos da Rodonaves, Elaine Ribeiro.

Segundo ela, essa ferramenta traz vantagens importantes para o trabalho desenvolvido pela área de RH. Na seleção de novos colaboradores, durante as dinâmicas de grupo e analisando o comportamento dos candidatos, é possível ter uma visão de como a pessoa age no dia-a-dia. Quando, por exemplo, se coloca uma situação fictícia para o candidato, complementa a gerente, o indivíduo sempre reage de acordo com seus princípios, seus valores e seus hábitos. “O que temos observado é que esta prática é a garantia da contratação de pessoas que tenham o mesmo perfil da empresa e da equipe que passarão a integrar, facilitando assim não apenas a integração ao grupo, como também a manutenção da cultura e do clima organizacional valorizado pela Rodonaves”, complementa.

Na Rodonaves, durante os processos seletivos, as dinâmicas de grupo são aplicadas nas primeiras etapas da seleção. Graças a isso, o selecionador pode observar várias competências como comunicação verbal, trabalho em equipe, capacidade de negociação, flexibilidade, criatividade, planejamento e relacionamento interpessoal. Para Elaine Ribeiro, essas características dificilmente poderiam ser avaliadas apenas durante uma entrevista.

Já durante os treinamentos da empresa, a dinâmica de grupo tem aumentado a eficiência dos mesmos, garantindo a transferência do aprendizado. “Nesse caso, a ferramenta torna-se fundamental para o conteúdo teórico apresentado, pois o ser humano só compreende aquilo que vivencia. Durante uma aula expositiva, teórica, o participante adquire o conhecimento e quando ele vivencia esse mesmo conhecimento, através de uma dinâmica, passa realmente a compreender e o transforma em sabedoria. Só a partir dessa compreensão é que ele poderá incorporar esse novo conhecimento à sua rotina”, afirma Elaine Ribeiro, acrescentando que outro ganho importante é o dinamismo que a ferramenta dá aos treinamentos.

Nos treinamentos comportamentais, a área de RH da Rodonaves costuma aplicar primeiro a dinâmica e, logo em seguida, traz o conteúdo teórico para a discussão, utilizando sempre a vivência como exemplo para que as pessoas compreendam a mensagem. No início de um treinamento, é comum a utilização de técnicas de aquecimento que são jogos rápidos – entre 5 e 15 minutos de duração – para que o “gelo” seja quebrado. Essa mesma técnica é usada no retorno do grupo depois do almoço ou mesmo entre intervalos mais longos.

“Quando utilizamos um filme, após a exibição realizamos uma dinâmica para que as pessoas, em pequenos grupos, possam refletir sobre o conteúdo e apresentar uma síntese dessa discussão para o restante do grupo. Na Semana da Qualidade, exibimos o filme ‘Jamaica Abaixo de Zero’ que trabalha questões como cooperação, trabalho em equipe, valores, preconceito, determinação, foco em resultados, entre outros. Após a exibição, dividimos o grupo em quatro sub-grupos de cinco pessoas que tinham que representar – através de desenhos, pinturas, cartazes, colagens, utilizando apenas símbolos – os temas abordados no filme e que poderiam ser relacionados ao dia-a-dia da empresa”, explica a gerente.

Em seguida, continua Elaine Ribeiro, os sub-grupos foram trocados e um fez a leitura do trabalho do outro, como se tivesse sido de sua autoria, interpretando o que o grupo-autor tentou mostrar. Após a colocação do grupo, os autores do trabalho tiveram um minuto para dizer se a interpretação estava correta, complementando ou até discordando. “No final, houve reflexões sobre as opiniões individuais e grupais. Percebemos que dessa forma, houve não só uma melhor assimilação dos temas abordados no filme, como uma compreensão de como poderíamos utilizar esses conceitos no trabalho. Outro benefício foi a interação de pessoas de diferentes áreas, que normalmente não têm contato direto no dia-a-dia organizacional. Sempre que realizamos uma vivência, é importante que as pessoas relatem o que sentiram, façam uma relação com o cotidiano e, se possível, elaborem um plano de ação para a aplicação desse conteúdo em seu trabalho”, menciona Ribeiro.

Inclusive, ela chega a ressaltar que nos treinamentos ministrados para a área operacional composta por ajudantes, arrumadores de carga, conferentes e motoristas – um público acostumado a executar tarefas que, normalmente, não lhes permite desenvolver tanto a comunicação verbal – a dinâmica facilita a participação dos treinandos nas reflexões e discussões. “Após a conclusão das atividades que envolvam vivências do conteúdo em pauta, as pessoas sentem necessidade de falar sobre o que sentiram durante a atividade e o que assimilaram. Esses relatos dão ao facilitador um feedback e a possibilidade de saber se o objetivo da atividade foi atingido”, afirma.

Super-dinâmica – Nesse mês de maio, a Rodonaves reuniu cerca de 280 pessoas na Universidade Paulista, em Ribeirão Preto, para uma avaliação do nível de conhecimento que possuem os colaboradores da área comercial. Como foi o primeiro encontro de todos esses funcionários da área, as dinâmicas utilizadas tiveram o objetivo de integrar, descontrair e reforçar algumas competências importantes como trabalho em equipe, sinergia e cooperação.

Como o grupo era muito grande, esse foi dividido em quatro sub-grupos e durante a aplicação das dinâmicas sempre estavam presentes dois profissionais de RH, um coordenando e outro dando assistência para garantir a execução das tarefas e a obtenção dos objetivos. Quando questionada se um número tão expressivo de participantes não comprometeu o andamento do processo, Elaine Ribeiro argumenta que isso depende da finalidade da atividade. “Para trabalhar questões como cooperação, por exemplo, o resultado é bastante positivo quando há um grande número de pessoas presentes. Mas, dependendo da atividade, dividir em sub-grupos facilita o trabalho e garante a obtenção dos resultados desejados”, defende. Para descobrir novas potencialidades dos profissionais e trabalhar conceitos como espírito de equipe, a dinâmica utilizada incluiu a tarefa de manter uma bola no ar, sem a utlização das mãos e nem dos pés. Para cumprirem a atividade, os profissionais precisaram atuar em parceria.

Por fim, a gerente de Talentos Humanos destaca que em virtude da empresa ter crescido muito nos últimos três anos e possuir colaboradores atuando em vários Estados, a utilização das dinâmicas de integração ajuda a aproximar as pessoas. Normalmente, esses grandes encontros, promovidos pela Rodonaves, reunem pessoas que atuam na mesma área, o que facilita não apenas a escolha da dinâmica, mas também sua aplicação e avaliação. Os líderes da companhia também estiveram presentes, participando de todas as atividades. Paralelamente às dinâmicas de grupo, foram aplicadas três avaliações de conhecimentos gerais da área e da empresa, que foram divididas em nível básico, intermediário e avançado. “Após a análise dos resultados desse encontro, a empresa pretende avaliar os pontos fortes da equipe e os pontos que devem ser melhorados, levantando as necessidades de treinamento e de desenvolvimento da área”, resume.

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