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Ouvir para se comunicar melhor

Saber ouvir é o fator mais importante para o sucesso na comunicação, e, ao mesmo tempo, um dos aspectos mais negligenciados no seu processo. De um modo geral, pessoas e empresas se ocupam mais em “falar”, em determinar seus conceitos e pré-conceitos, expressar suas opiniões e ditar regras, do que ouvir e estabelecer uma dinâmica de diálogo, que consiste em duas lógicas que se interagem, transitando no fluxo da compreensão mútua, da construção do entendimento e da consolidação do relacionamento.

Ao realizarmos uma análise global da comunicação corporativa no Brasil e no mundo, podemos constatar que o seu principal fator de sucesso é fundamentado pela atitude efetiva de abertura para a comunicação dos líderes e suas equipes. É o que chamamos de cultura do diálogo, ou seja, a disposição para se relacionar e compartilhar informações, conhecimentos, opiniões, emoções e sentimentos, em busca dos melhores resultados naquilo que fazemos em nossas dimensões pessoal e profissional. A improdutividade, a perda de clientes, o defeito de máquinas e equipamentos, os acidentes de trabalho e o não-cumprimento de prazos e metas são algumas das conseqüências geradas pela falta de diálogo e comunicação nas empresas.

É comum, em um ambiente fechado à conversação, a distorção das informações administrativas e gerenciais, que ocasionam grandes índices de desperdício e altos custos pelo retrabalho. Conflitos, brigas e disputas internas, entre diretores, gerentes e funcionários, são conseqüências muito comuns e constantes nas empresas que desconsideram a importância do diálogo. A comunicação eficaz será resultante da postura de saber ouvir e dar retorno ao interlocutor. Não podemos considerar a nossa opinião como verdade absoluta e inquestionável.

Precisamos sempre ter flexibilidade para rever conceitos e refletir sobre opiniões contrárias às nossas. Precisamos, também, desenvolver a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, para compreendermos de fato os pontos de vista e intenções dos interlocutores. Ouvir significa dar importância ao outro, fortalecendo as bases da dimensão ética no relacionamento interpessoal. Ouvindo, rompemos a limitação do monólogo e da visão unilateral, que nos predispõem a assumir atitudes de intolerância e de autoritarismo. Com certeza, um dos maiores problemas no mundo empresarial é a falta do exercício do diálogo aberto e franco, sem rodeios ou intolerâncias, e da convivência das diferenças. A diversidade de pensamento contribui para o enriquecimento da criatividade da empresa na busca de soluções e inovações.

Pessoas com pontos de vista diferentes podem trabalhar juntas e integradas por objetivos comuns. Não são necessários muitos recursos financeiros para se ter uma comunicação interna eficiente. Basta o caminho do ouvir, do diálogo e da comunicação compartilhada. Do efeito dessa filosofia poderá nascer uma política de comunicação corporativa adequada à realidade e possibilidades da empresa. A aptidão em saber ouvir é um dos principais diferenciais para se alcançar êxito na vida pessoal, profissional e empresarial. Podemos chegar a essa conclusão ao percebermos a relação de causa e efeito entre comunicação eficaz e ações bem-sucedidas. Tudo é uma questão de saber ouvir e dialogar. Atitudes de diálogo e abertura para a comunicação:

  • Transforme toda crítica em fonte de retorno para o seu aperfeiçoamento;
  • Não se aborreça com opiniões contrárias às suas e respeite-as enquanto ponto-de-vista do interlocutor;
  • Não considere a sua opinião verdade absoluta e inquestionável;
  • Tenha paciência e tolerância para conviver com pessoas de diferentes linhas de pensamento;
  • Evite que, logo às primeiras frases do interlocutor, você já esteja pensando no que irá responder;
  • Tenha flexibilidade para rever conceitos e refletir sobre opiniões contrárias às suas;
  • Coloque-se no lugar do seu interlocutor, para compreender pontos de vista, sentimentos e idéias contrários aos seus;
  • Evite gestos e posturas corporais que transmitam bloqueio e indiferença para quem fala;
  • Mantenha estado de espírito de receptividade e de abertura à conversação;
  • Exclua a presunção e a arrogância na sua forma de se relacionar com os outros;
  • Evite comentários negativos e interjeições depreciativas;
  • Descarte todo tipo de respostas ríspidas e irônicas;
  • Liberte-se do preconceito e de opiniões pré-formuladas;
  • Busque silêncio externo e interior;
  • Procure entrar em sintonia com o assunto abordado pelo emissor para compreender o conteúdo da mensagem;
  • Evite a tendência ao pré-julgamento e descarte posturas de preconceito e exclusão;
  • Mantenha atenção no emissor e concentração reflexiva no conteúdo da mensagem;
  • Disponha-se a pensar, refletir e debater sobre idéias e opiniões contrárias às suas;
  • Busque transmitir pensamentos e sentimentos de compartilhamento e interação;
  • Evite a competição predatória e a intenção de predominância da sua opinião;
  • Procure demonstrar interesse pelo assunto abordado e expressar simpatia ao interlocutor;
  • Reconheça a diversidade de idéias e opiniões, respeitando o direito de livre expressão de cada pessoa.

Autor: Gustavo Gomes Matos

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