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Poder da primeira impressão

Por: Reinaldo Silvestre da Silva Júnior

Você já pensou: Qual a impressão que causa aos seus clientes? E ao seu chefe e colegas de trabalho? E à sua família e amigos?

Cabe aí, mais uma pergunta: será que as oportunidades que surgiram em sua carreira profissional e em sua vida estão ligadas a estas questões? Há uma grande diferença entre o que somos e a imagem que transmitimos, ou, a impressão que causamos. O grande problema, é que, muitas vezes, não temos a oportunidade de nos fazer conhecer. Estamos sempre causando uma impressão e repassando alguma mensagem verbal ou não verbal. Estamos sempre dizendo alguma coisa, mesmo quando não queremos. As pessoas estão sempre formando conceitos e opiniões a respeito do que vêem e sentem.

Normalmente este processo ocorre de forma involuntária. As experiências que passamos boas ou ruins ficam armazenadas em nossa mente (psique: soma dos conteúdos consciente + inconsciente). Quando ocorre um primeiro contato com alguém, associamos esta experiência a outras já vividas, estabelecendo uma espécie de conexão: resgatando a sensação já experimentada, somada às nossas crenças, valores e à nossa própria personalidade, formando a dita “primeira impressão”.

Podemos, então, concluir que nossas chances de causar uma boa impressão aumentam consideravelmente se transmitirmos “coisas boas e positivas”. Mas, como transmitir coisas boas e positivas? Na prática, ninguém consegue ser bom e positivo o tempo todo. O que realmente acabamos por transmitir são os reflexos de nossos comportamentos e atitudes. Alguns cuidados ajudam quando falamos da primeira impressão (vestimenta, cuidados com a higiene, linguajar…), mas esta não deve ser nossa única preocupação, pois de nada vale uma linda embalagem, com conteúdo de péssima qualidade. Ao contrário, causar uma impressão falsa e contraditória só desperta nas pessoas o sentimento de terem sido enganadas. Dicas e treinamentos que tratam de temas específicos voltados à comunicação, às formas de expressão e ao relacionamento interpessoal, são um bom começo.

Porém, para alcançar resultados satisfatórios e consistentes é necessário o auto-conhecimento, estar disposto a mudar, a rever suas atitudes e comportamentos, que são sempre baseados em escolhas. Nós somos responsáveis em permitir ou não nos contagiar por boas ou más influências, pois a todo o momento, estamos fazendo leituras das pessoas que nos cercam e ativando aquele processo de “conexão” com nosso íntimo. É justamente neste momento que devemos focar a atenção: vamos continuar reagindo como sempre, ou podemos fazer escolhas? A título de exemplo, vamos nos concentrar no ambiente profissional. Você certamente conhece alguma história, ou mesmo, já se deparou com um chefe que não o suporta, não é mesmo?!

Provavelmente se sentiu injustiçado (e talvez tenha sido mesmo) e quanto mais o chefe implicava com você, mais a antipatia crescia. Qualquer um está sujeito a este tipo de situação, que, infelizmente pode trazer conseqüências nada agradáveis. É horrível trabalhar com um clima ruim, principalmente se a maior fonte deste mal-estar for seu chefe, que pode, nos casos mais extremos, até mesmo fazer com que você perca o emprego.

Existem vários fatores que podem ter levado a este tipo de situação e, acredite em mim, a possibilidade de tudo isto ter começado com a aquela primeira impressão negativa é real. O grande problema é que quase sempre a recíproca é verdadeira, ou seja, é comum não termos afinidade com quem teve uma má impressão nossa. Antipatia gera antipatia e o que pode ter começado sem um motivo real, sem fundamento (racional), acaba se tornando um problema concreto.

Se você está enfrentando este tipo de situação, tenha calma! Nem tudo está perdido! E, talvez, a situação não seja tão ruim quanto você imagina. Minha sugestão é: peça uma trégua. Tome a iniciativa de quebrar este padrão… Deixe as armas, o preconceito e tudo de ruim que tenha acontecido para trás. Tente se concentrar nas coisas positivas que esta pessoa tem (se você procurar bem vai encontrar). Identifique as qualidades da pessoa e as valorize. Tenha uma conversa franca, aberta e objetiva.

Não se trata de puxar o saco. (no caso desta pessoa ser seu chefe), trata-se realmente de uma trégua, afinal, ninguém ganha nada com um clima pesado e negativo. É possível que esta pessoa resista no começo, que não acredite em você e que tenha dificuldade em deixar as coisas desagradáveis para trás. Porém, seja persistente! Continue valorizando os pontos positivos, afinal, não podemos ter resultados diferentes, agindo sempre da mesma forma. É preciso nos manter abertos às mudanças e muito dispostos a enfrentá-las para continuar crescendo como indivíduo e como profissional.

Faça uma reflexão sobre suas atitudes e comportamentos, principalmente quando a situação é desagradável… Será que você age de maneira apropriada, ou será que simplesmente reage? Concordo que realmente é difícil lidar de maneira construtiva com nossas frustrações, mas não podemos ignorar a questão e sempre agir como vítima, como se somente as outras pessoas tivessem defeitos. Não tenha a pretensão de se tornar perfeito. Procure simplesmente identificar seus defeitos, seus pontos fracos, para poder lidar um pouco melhor com eles. Acredite, se você conseguir! Dará um grande passo e terá resultados satisfatórios. Vai ter a oportunidade de causar uma melhor primeira impressão e de perceber o mundo e as pessoas de maneira mais agradável e positiva.

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