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De Estagiário À Diretoria Geral De Rh Da Siemens

Patrícia Bispo Em fevereiro passado, o executivo Emilio Creto assumiu a diretoria geral de RH da Siemens para a região Mercosul (Argentina, Brasil e Chile). No entanto, a carreira dele na empresa começou há muito tempo, em 1980, quando entrou na empresa na função de estagiário. De lá para cá, Creto esteve à frente de cargos de destaque como a gerência geral de RH na área de Telecomunicações. Hoje, aos 46 anos, ele encara novos desafios e pretende dar foco na liderança, investimento na diversidade e no acompanhamento dos temas de cidadania empresarial. Para falar sobre sua carreira e o que pretende realizar durante a sua gestão, ele concedeu entrevista ao RH.com.br. Confira! RH.COM.BR No início do mês de fevereiro, o Sr. assumiu a diretoria geral de RH da Siemens, na região Mercosul. Essa proposta foi uma surpresa ou esse desafio já estava nos seus planos?
Emilio Creto – Esse desafio profissional já estava nos meus planos e também nos planos da empresa. A Siemens preocupa-se em construir planos de carreira e planos sucessórios. É comum na organização que todas as funções-chaves possam ser avaliadas anualmente e, nessa análise, nós sempre nos preocupamos em ter no mínimo três candidatos para a sucessão em cada vaga. Esses candidatos não necessariamente precisam estar prontos de imediato. Eles podem ser indicados como candidatos a médio e a longo prazos com planos de desenvolvimento profissional, para que possam estar preparados para as funções no momento da sucessão. O próprio ocupante do cargo participa do processo, fornecendo informações sobre quem poderia substitui-lo, qual profissional estaria pronto para isso e qual seria o prazo ideal.
RH – O Sr. começou a sua carreira na Siemens, em 1980, como estagiário. Em 1996, assumiu a diretoria de RH na área de Telecomunicações. Foi difícil preparar-se para assumir esses cargos?
Creto – Muitas etapas foram fixadas, atingidas e superadas. É importante ressaltar que cabe a cada colaborador estabelecer as etapas da sua carreira dentro de um plano de autodesenvolvimento profissional, podendo assim estabelecer metas e persegui-las. A Siemens tem um sistema de diálogo de desenvolvimento em que o gestor e o colaborador desenvolvem juntos o plano de desenvolvimento profissional. Estar preparado para assumir desafios, ter mobilidade e se manter atualizado nas competências necessárias à sua evolução garante, a posição como candidato a uma das posições-chave da organização. É importante frisar também que não foi fácil, tampouco é um trabalho individual. Temos que contar com pessoas que trabalham com a gente, com a família e com instituições externas. É uma luta de posição individual, mas que contamos com o grupo de pessoas que nos cercam.
RH –O que o encanta na área de RH?
Creto – O que mais me encanta no RH é que os processos são diversificados e não há uma única solução para os problemas. Temos de ter discernimento para encontrar a solução adequada para cada caso. O cativante é ver a expressão das pessoas quando suas expectativas são atingidas em uma negociação. E isso pode ocorrer simultaneamente dos dois lados. O importante é que as pessoas saiam satisfeitas, tanto o lado da empresa, quanto o colaborador. Tem que ser uma relação “ganha-ganha”.
RH –Se o Sr. tivesse a oportunidade de voltar no tempo, escolheria outra área para atuar ou continuaria em RH?
Creto – É interessante a pergunta porque minha formação básica não vem da área de Recursos Humanos. Sou formado em estatística e depois de iniciar minha careira em RH é que eu fiz pós-graduação em administração com ênfase em RH. Atualmente, a área de Recursos Humanos nos permite atuar em sinergia com os negócios. Desta forma, tem sido muito prazeroso atuar nessa área, que possibilita ter uma visão geral da empresa e participar de outras atividades que não propriamente RH. Isso nos permite sair daquele conceito inicial de RH e participar de fato dos resultados da organização. Se hoje eu pudesse voltar no tempo, mais do que antes até, escolheria Recursos Humanos.
RH – Nesse momento, que análise o Sr. faz da área de RH da Siemens?
Creto – Primeiro acho importante falar da área de RH como um todo. Costumo dizer que Recursos Humanos é a “bola da vez”. Num passado recente as prioridades nas empresas eram o conceito do cliente acima de tudo e, depois tivemos a vez da área de processos – qualidade total, reengenharia – como foco importante. Em seguida, veio a área de finanças, quando o importante era agregar valor econômico para o acionista e as demais não perderam a sua importância, foram sendo agregadas. E agora, o item que está sendo agregado aos demais é “pessoas”. Nossa tendência na Siemens é atuar cada vez mais no plano estratégico, alinhado aos negócios. Pretendemos fazer com que todas as gestões de transações operacionais saiam para um centro compartilhado de serviços. Os negócios de RH em sinergia com os negócios da organização. Quando assumi a direção já havia essa idéia e agora estamos implementando e intensificando.
RH – Qual será o seu principal desafio diante da diretoria geral de RH da Siemens?
Creto – Foco na liderança, investimento na diversidade e acompanhamento dos temas de cidadania empresarial. Aumentar a sinergia entre os colaboradores dos países que compõem a organização regional Mercosul, Além disso, pretendo ampliar os projetos da companhia na área social com maior envolvimento dos próprios colaboradores.
RH – O Sr. afirma que irá focar sua gestão em liderança e no desenvolvimento dos colaboradores. Por que o Sr. pretende adotar essa linha?
Creto – Em uma pergunta anterior eu falei sobre sermos a “bola da vez”. Por isso o foco em pessoas. Nós conseguimos extrair o máximo das pessoas se tivermos uma boa liderança. Obtenção de resultados a partir das ações das pessoas com suas características individuais, estimulando o trabalho em equipe e garantindo um bom clima organizacional. É isso que um líder faz, ele consegue obter resultados através do trabalho de um grupo de pessoas. Por isso o foco em liderança.
RH –Os seus planos para Siemens também incluem o job rotation e o intercâmbio entre os colaboradores de alguns países. Como o Sr. pretende viabilizar essas propostas?
Creto – A empresa já pratica os processos de job rotation e intercâmbio em sua política mundial, explorando muito bem as vantagens de transferência de cultura, tecnologia e diversidade. Nosso interesse neste momento é a intensificação desse movimento no Mercosur, garantindo maior integração. Uma forma de viabilizar essa proposta é divulgar sistematicamente as vagas existentes para todos os países envolvidos, a fim de recebermos candidatos do exterior. Outra forma será pelo processo simples de intercâmbio, um para lá e o outro para cá, em funções similares. Uma barreira poderá ser o custo, que dessa forma será certamente maior. Temos que encarar não como custo, mas como investimento. Não tenho dúvidas quanto ao retorno positivo.
RH – E para a Siemens no Brasil, existe alguma proposta especial?
Creto – A Siemens no Brasil tem apresentado crescimento constante com investimentos significativos. Estamos nos tornando centros mundiais de produção para algumas linhas de produto e também centro de competências para algumas áreas de pesquisa e desenvolvimento. Com isso, tem sido natural um fluxo maior em nossa direção. Por outro lado, para mantermos esta posição e continuarmos competitivos, temos que estar atualizados com as mais novas tecnologias. Neste sentido, mantemos continuadamente expressivo número de colaboradores no exterior para treinamento e aperfeiçoamento.

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