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BÚSSOLA SEM NORTE: PARA ONDE APONTAM SEUS DESEJOS?


O mês de julho é tradicionalmente um mês de férias escolares. E muito embora eu tenha trabalhado até mais, pude reservar um tempo para fazer vários programas, “bem paulistanos”, com a minha filha: fomos ao cinema, ao teatro, a exposições, a museus…

Mas de todos esses momentos, devo confessar que dos que mais gostei, foram as intimistas sessões de filmes em casa. E foi numa dessas tardes de filmes em dvd e pipoca, que a mágica aconteceu: eu finalmente descobri a bússola de Jack Sparrow, personagem do Johnny Depp, na trilogia Piratas do Caribe.

Foi encantamento à primeira vista. Fiquei com a tal bússola na cabeça por dias e dias (e devo confessar que até hoje estou e que não tenho data para deixar de estar). Para quem ainda não conhece, a história é muito simples: a bússola do Capitão Jack Sparrow não tem Norte! Ela gira, gira, gira, mas nunca aponta para o Norte geográfico.

– Sua bússola está quebrada: não tem Norte!, é o que todos dizem ao tentar utilizá-la.

– Quem disse que eu quero ir para o Norte? Esta é uma bússola muito especial: ela só aponta na direção dos seus mais profundos desejos, para o que você mais quer no mundo!, diz Jack.

“Ela só aponta na direção dos seus mais profundos desejos…”

Para muitos puristas, pode até parecer ridículo o que vou dizer agora: essa foi a declaração mais consistente e verdadeira que ouvi em muito tempo. E que chegou até mim num filme comercial, para muitos decadente, marqueteiro e toda aquela conversa anti-americanista e intelectualóide que conhecemos tão bem. Mas isso é uma outra história…

A história da bússola sem Norte de Sparrow é uma metáfora para a descoberta de nossos próprios desejos e intenções. Nosso verdadeiro Norte jaz oculto nas profundezas de uma caverna, que os antigos yogis chamavam simplesmente de Coração, ou Anahata. A essência da felicidade habita a caverna do coração, e não, uma caverna qualquer nos Himalaias.

A felicidade não pode ser geograficamente encontrada, pois é um estado interno. A beleza e sabedoria da bússola de Jack Sparrow se revelam quando ela espontaneamente gira motivada pela força do desejo mais profundo, que vem do coração de quem a possui, numa espécie de topografia do sentimento.

Nossos desejos não têm Norte, nem qualquer outra direção pré-determinada. Nossos desejos são apenas nossos e seguem um fluxo natural interno chamado de felicidade. Tentar desviá-los desse fluxo se traduz em sofrimento, arrependimento, dor.

Para que possamos modificar algumas condições limitantes e desgastantes de nossas vidas, temos que aprender a ler as direções apontadas por essa bússola interior. No fundo, é a mesma bússola do Capitão Jack Sparrow.

Como ele majestosamente diz à sua livre e querida bússola sem Norte:

– Agora, traga-me aquele horizonte! Yo ho!

por rosana biondillo

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