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Dicas para o facilitador na condução de dinâmicas de grupo e vivências

Lourival Antonio Cristofoletti

 

Deixe claro, logo de início, aos treinandos que se encontram em um laboratório de aprendizados: o ambiente é propício para se exercitar um grande repertório de experimentos, através das mais variadas simulações, tendo todo o direito e quase o dever de errar, como forma de testar possibilidades e de ampliar o autoconhecimento.

Não inicie uma atividade dizendo “Agora nós vamos fazer um quebra-gelo” ou “Para vocês descontraírem um pouco, nós…”. Ao proferir uma dessas frases, você acabará com o encanto da situação e o suspense no grupo. Deixe bem claro (recorra a exemplos como ilustrações) em que consiste a atividade, quais as regras do jogo, qual o grau de participação esperado de cada um, o tempo de duração e os mecanismos de avaliação. Não use palavras no diminutivo (“estorinha“, “papelzinho”), pois essa é uma forma de desqualificar a atividade. Cuidado com a auto-depreciação (“Vou tentar..”, “Não sou a pessoa mais indicada para estar aqui….”).

Fique de fora das atividades que você estiver conduzindo. Não queira ser um participante, nem diga “nós”, como se você fizesse parte daquele grupo: além de se preservar na hora de vivenciarem papéis e não se deixar contagiar pela disputa, você, como observador, terá melhores condições de chegar a interessantes conclusões.

Se a atividade for por tempo determinado, informe que você sinalizará quando faltarem alguns minutos para o término. Há facilitadores que, quando desejam enfatizar a importância da gestão da utilização do tempo, acabam propositadamente deixando de informar a duração da atividade por uma das razões abaixo:

* querem avaliar o grau de maturidade ou conhecimento do grupo;
* esperam a maioria dos grupos terminar a tarefa para informarem que se esgotou o tempo para a execução da tarefa;
* querem observar se os participantes tentam negociar a duração da atividade;
* a atividade está tão interessante e produtiva que o facilitador deixa transcorrer mais um tempo antes de encerrá-la;
* usam do fator surpresa para informar o término da atividade como forma dos treinandos educarem-se para a utilização racional do tempo (depois, sugerem ao treinando que lance mão de algumas estratégias para o bom uso do tempo disponível, tais como: elaborar um planejamento mínimo e desenvolver de forma concisa o que se pede e, caso o tempo o permita, voltar ao assunto e complementar o conteúdo);
* interrompem a atividade antes que a maioria dos grupos consiga conclui-la, para verificar em que estágio chegaram e qual a velocidade de resposta de cada um. Querem, também, observar a reação/postura emocional do grupo ao ter a atividade interrompida abruptamente.

Seja um discreto diretor do espetáculo, com forte atuação nos bastidores. Sempre que possível, delegue a um treinando a condução da atividade, repassando-lhe as regras. É uma forma de deixar os holofotes para eles, além de permitir que vivenciem papéis de liderança. Você ficará mais à vontade para fazer as anotações/avaliações durante o evento.

Eleja alguns observadores, com o compromisso de percorrerem os diferentes grupos, anotando o que lhes despertar o interesse, além de algumas indicações suas: virtudes de cada participante e do grupo, abordagens e posturas inadequadas, lideranças, omissões, conflitos. Ao final, sob sua condução, reserve um tempo para eles, informando-lhes o foco a ser dado e o tempo disponível para as observações.

Escolha para liderar, algumas vezes, treinandos que não fiquem à vontade nesse papel (por não gostarem ou por timidez). Deixem-os acontecer, independente deles estarem sendo bem-sucedidos (cuidado apenas com excessos, com riscos à imagem deles, aos constrangimentos excessivos). Esses são apenas alguns dos procedimentos que envolvem a condução de dinâmicas de grupos e vivencias. No entanto, não são os únicos. Voltarei a trabalhar o assunto numa próxima oportunidade.

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