• RSS Ultimos Toques…

    • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.

O valor das competências na Gestão de Pessoas


Patrícia Bispo

 

 Nos últimos anos, o universo corporativo presenciou uma série de mudanças que fizeram as organizações adaptarem-se a novas tecnologias e a incorporarem diretrizes, muitas vezes, diferenciadas da própria cultura. Todo isso, em nome da sobrevivência à competitividade imposta pelo mercado. Dentro desse contexto, tornou-se imprescindível para as empresas investirem no desenvolvimento dos colaboradores e isso não é restrito apenas à área técnica. Hoje, trabalhar o comportamento das pessoas também é um pré-requisito para se destacar no mercado e conseguir um diferencial. Nesse momento, entra em cena a Gestão por Competências – um processo que, segundo a professora Maria Tereza Fleury, tem entre seus objetivos adquirir, usar, mobilizar, integrar, desenvolver e transferir conhecimentos, recursos, habilidades e experiências que agreguem valor à organização e ao indivíduo.

Se por um lado a Gestão por Competências oferece caminhos valiosos para o desenvolvimento dos profissionais, por outro tornado-se razão de vários questionamentos. Por vezes, quando implementado o processo não alcança os objetivos desejados pelas organizações e, em certas ocasiões, pode acontecer algo pior: é abandonado no “meio do caminho”. De acordo com Rogerio Leme, consultor, tecnólogo e escritor, a resistência à Gestão por Competências tem diminuído e as empresas que eventualmente ainda não adotam o processo, em sua maioria, é pela falta de conhecimento e esclarecimento.

Autor do livro “Aplicação Prática de Gestão de Pessoas por Competências”, que se encontra na segunda edição, Editora Qualitymark, Leme comenta que ainda há muitos livros conceituais sobre o assunto disponíveis no mercado. “Contudo, ainda há uma demanda por títulos que ensinem o passo a passo, como é a proposta dos livros que tenho publicado”, complementa. Em entrevista concedida ao RH.com.br, o escritor fala sobre o Inventário Comportamental para Mapeamento de Competências – metodologia que se tornou a base do seu livro e que mostra as várias formas de se mapear competências, elimina a subjetividade das ferramentas tradicionais e é o único método comprovado matematicamente. Se a Gestão por Competências é um assunto do seu interesse, aproveite a leitura!

RH – O lançamento da segunda edição do seu livro “Aplicação Prática de Gestão de Pessoas por Competências”, significa que ocorreram poucas mudanças no mercado em relação à Gestão por Competências?
Rogerio Leme – Após o lançamento do meu livro há três anos, em 2006 a editora reimprimiu o mesmo conteúdo e agora fiz algumas revisões e acrescentei novos capítulos no livro. Nesse período, o mercado tem evoluído em relação ao tema Gestão por Competências e a necessidade das empresas está expandindo-se, exigindo novas demandas como, por exemplo, a avaliação de desempenho com foco em competências, os novos conceitos de seleção e a entrevista por competências, desenvolvimento de competências e, principalmente, a integração das competências com a estratégia da empresa.

RH – Que avaliação o Sr. faz da Gestão por Competências quando olha para dois anos atrás?
Rogerio Leme – Percebo que cresceu volumosamente a percepção das empresas da necessidade de se implantar Gestão por Competências. Por outro lado, quase na mesma proporção, infelizmente observo que cresceu o número de insucessos nas implantações ou de implantações paradas e largadas no meio do processo, pois muitas empresas insistem em metodologias ainda subjetivas, o que é extremamente ruim. Na realidade, isso abre cada vez mais espaço para empresas que tenham uma linha séria e comprometida com um processo de Gestão por Competências estratégico, focado em resultados.

RH – As organizações ainda apresentam algum tipo de resistência em relação à Gestão por Competências?
Rogerio Leme – Isso vem diminuindo muito. Antes, algumas imaginavam que era mais uma moda da administração, aguardando inclusive a evolução do mercado. As que eventualmente ainda possuem resistência, em sua maioria, é pela falta de conhecimento e esclarecimento. O que existe, e é muito forte, é a resistência de empresas que já tentaram um primeiro movimento e não foram felizes e, ao retomarem ou redirecionarem um novo projeto, sentem-se inseguras. Nesse ponto, o livro “Aplicação Prática de Gestão de Pessoas por Competências” colabora, pois ele apresenta uma solução de forma simples e prática, onde as empresas encontram respostas para os problemas que tiveram em outras experiências.

RH – Que fatores influenciam o sucesso ou o fracasso da Gestão por Competências?
Rogerio Leme – Vejo três fatores principais: o envolvimento de todos na organização no processo da implantação; o apoio e o envolvimento da alta administração; além da utilização de uma metodologia que tenha como foco comportamentos. Isso é atingido, por exemplo, com o Inventário Comportamental para Mapeamento de Competências, base do meu livro. Contudo, gostaria de registrar que profissionais de RH que não tenham o apoio da alta direção, que estes não devem ficar acomodados ou conformados com a situação. É papel estratégico do RH trabalhar através de todas as técnicas possíveis e de muita insistência, para que a alta direção sensibilize-se e enxergue a necessidade. Para isso, um recurso é utilizar a linguagem que o administrador compreende: números e estratégia. Isso é possível com a Metodologia do Inventário Comportamental, pois ela tem todo um processo matemático para trabalhar o processo de Gestão por Competências.

RH – Em seu livro o Sr. apresenta a metodologia – Inventário Comportamental para Mapeamento de Competências. Como essa metodologia funciona na prática e em quais situações é recomendado o seu uso?
Rogerio Leme – O princípio da metodologia é utilizar comportamentos para tratar as competências. Costumo sempre dizer que, ao observar uma pessoa que passa por nós, não dizemos algo como “Nossa, que pessoa com foco em resultados!”. Nós observamos os comportamentos que ela tem, relevantes ao ambiente em que está inserida, no caso a organização, e que demonstram que ela tem foco em resultados. Assim, o Inventário Comportamental conduz todo o processo de mapeamento e a avaliação das competências sem conceituar ou avaliar o título da competência, mas sim, o comportamento. Isso permite que sua aplicação tenha sucesso em qualquer tipo de empresa, pública ou privada e em empresas de qualquer porte.

RH – Quais os indicadores que o Inventário Comportamental para Mapeamento de Competências utiliza?
Rogerio Leme – O significado de uma competência é diferente para cada empresa. Por exemplo, o que uma empresa de propaganda precisa da competência comunicação é totalmente diferente do que uma empresa fabril ou empresa pública precisa dessa mesma competência. Dessa forma, a metodologia não traz uma lista de indicadores pré-definidos, pois isso não funciona na prática. É necessário identificar os comportamentos específicos para cada empresa, e é exatamente isso que a metodologia faz.

RH – Qual o diferencial do Inventário Comportamental para Mapeamento de Competências em relação às outras metodologias disponíveis no mercado?
Rogerio Leme – A principal diferença é que o Inventário Comportamental dispõe diversos recursos para reduzir a subjetividade e, para isso, utiliza inclusive fórmulas matemáticas para identificar a intensidade de uma competência para cada função. Aliás, cabe aqui um esclarecimento, pois uma vez recebi uma crítica afirmando o absurdo em querer colocar matemática nos processos de análise de comportamentos. Na realidade o Inventário Comportamental utiliza a matemática para ter uma justificativa clara e objetiva do motivo que o nível de uma competência para uma função é nível 2 e não nível 3, por exemplo. Isso é fundamental e básico para os profissionais de RH, justamente para ter argumentos convincentes, matemáticos e de forma sistematizada para levar de forma fácil e rápida um processo de Gestão por Competências para uma empresa de dez, cem, mil ou cem mil colaboradores. Se isso não existir na metodologia adotada pela empresa ela terá um ponto de fragilidade e pode comprometer a implantação de um processo. E complementando os diferenciais: o foco no comportamento observável, a velocidade e a praticidade que o Inventário Comportamental oferece para a implantação.

RH – Em seu trabalho, o Sr. chama a atenção dos leitores para as competências comportamentais. Trabalhar o comportamento dos profissionais é uma ação estratégica?
Rogerio Leme – Quando o assunto é competência, tanto a técnica quanto a comportamental são importantes. É fato conhecido por profissionais de RH e gestores que é muito mais fácil fazer a capacitação de um profissional de uma competência técnica do que o desenvolvimento de uma competência comportamental. Competência técnica pode ser treinada ou capacitada. Competência comportamental precisa ser desenvolvida e leva mais tempo. Portanto, poder contar com profissionais com um perfil de competências comportamentais mais aderentes às necessidades da empresa, fará com que ela tenha e mantenha seus diferenciais competitivos, cumpra sua missão e atinja sua visão. Portanto, é uma ação estratégica de Gestão de Pessoas e de desempenho organizacional.

RH – O Inventário Comportamental para Mapeamento de Competências auxilia o desenvolvimento das competências comportamentais, por exemplo?
Rogerio Leme – O Inventário Comportamental auxilia na identificação de forma extremamente precisa de qual comportamento deve ser trabalhado no colaborador, evitando assim investimentos errôneos em treinamento. Por exemplo, ao falar de uma competência como comunicação, ela tem um sentido amplo. O Inventário Comportamental identifica quais os comportamentos do universo da competência comunicação que são relevantes para organização e para a função. Assim, pelo instrumento de avaliação do comportamento específico, é identificado o comportamento a ser trabalhado, de forma precisa e objetiva. Dessa forma temos o desenvolvimento de competências comportamentais.

Serviço:
Aplicação Prática Sobre Gestão por Competências Com o Inventário Comportamental
www.AncoraRh.com.br

Publicações relacionadas:
A escolha adequada de tecnologia para seleção
Seleção: não esqueça das competências
Livro aborda competências na prática
Software SPA traz novidades para o mercado
Prestadoras de serviços recorrem à tecnologia
Empresas terceirizam serviços de RH
O que a tecnologia pode fazer pelo profissional de RH?
Informática ganha popularidade em RH
Grupo Marpe adota software de R&S
Utilizando a tecnologia para captar talentos
Uma empresa livre das pilhas de papel

 

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: